Sucessivos governos cavaram o buraco em que está o Brasil

A situação econômica do Brasil estava muito ruim no tempo em que uma Junta Militar composta por nove generais decidia, entre eles, quem governaria o País a cada quatro anos, de 1964 até meados de 1980. Ficaram 20 anos no poder, que exerceram com violência e censura.

O País vivia um momento muito parecido com esse, de agora. Jânio Quadros, eleito democraticamente, renunciou ao cargo de presidente, e assumiu seu vice, João Goulart, de quem os militares e o poder econômico de então desconfiavam e o acusavam de ligações com regimes de governos comunistas.
Ocorreram uma sucessão de golpes num espaço de tempo de 10 anos: contra Getúlio Vargas, que, pressionado, suicidou-se, e Jânio renunciou, seguindo-se o golpe contra João Goulart e a morte estranha do general Humberto de Castelo Branco, na queda de seu avião.

Então veio a sucessão de presidentes militares: Costa e Silva, Médici, Geisel e Figueiredo. Se estava ruim antes deles, não se tem provas de que tenha melhorado, depois.
Pressionado por movimentos envolvendo intelectuais, estudantes, a igreja católica, a mídia e a ingerência de outros países, principalmente dos EUA, Geisel deu início à abertura política, que ele denominou de lenta e gradual, concluída no governo Figueiredo, que prometeu “fazer do Brasil uma democracia”.

Vieram os movimentos “Diretas, já” e uma eleição estranha, decidida por uma votação do Congresso Nacional com base numa Emenda Constitucional que levou o nome de seu autor, Dantas de Oliveira, e foi eleito o senador mineiro Tancredo Neves, com apoio dos militares, mas ele, doente, morreu antes de assumir. Em seu lugar governou outro senador, José Sarney, do Maranhão e de plena confiança de quem? Do regime militar, de quem ele, Sarney, senador pela Arena e depois pelo PDS, foi um servil aliado, e indicado vice de Tancredo.

Seguiram-se a Sarney, Fernando Collor de Melo, que teve apoio do poder econômico para evitar a eleição de um exilado, Leonel Brizola, e do próprio Luiz Inácio da Silva, o Lula, que veio a suceder Fernando Henrique Cardoso.

E esses dois ficaram oito anos no poder. Eleita e reeleita com o prestígio de Lula, Dilma não concluiu seu segundo mandato. A exemplo de Collor, ela foi cassada pelo Congresso Nacional.

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