O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) anunciou agora em julho em conjunto com as respectivas Confederações das modalidades, a convocação da delegação que representará o Brasil nos Jogos Paralímpicos de Tóquio, em agosto. Esta é a maior delegação já convocada para uma edição dos Jogos fora do Brasil.
Os atletas foram conhecido
s durante a transmissão ao vivo no Facebook e Youtube do CPB. O presidente do CPB, Mizael Conrado, ao lado do vice-presidente da entidade, Yohansson Nascimento, e do diretor técnico e chefe da missão brasileira, Alberto Martins, apresentaram a delegação.
“Foi muito trabalho, muito esforço, suor, muita superação. Vivemos um momento sem precedentes na história. Estávamos todos preparados há um ano quando surgiu a pandemia e o sonho dos atletas foi adiado. A pandemia ainda continua, porém, esperamos que esteja rumando para o seu final e que os Jogos Paralímpicos sejam uma grande alavanca e representem uma recuperação dos nossos povos, já que o esporte significa resiliência e autoestima”, declarou Mizael Conrado, bicampeão paralímpico de futebol de cinco (Atenas 2004 e Pequim 2008) e presidente do CPB.
A delegação brasileira será composta por 253 atletas (incluindo atletas sem deficiência como guias, calheiros, goleiros e timoneiro), sendo 159 homens e 94 mulheres, além de comissão técnica, médica e administrativa, totalizando 422 pessoas. Jamais uma missão brasileira no exterior teve tamanha proporção. Na última edição fora do Brasil, em Londres 2012, o Brasil compareceu com 178 atletas, até então a maior. O número para a capital japonesa só é superado pela participação nos Jogos Rio 2016, já que o Brasil garantiu vagas em todas as modalidades por ser país sede e contou 286 atletas no total.
O presidente Mizael Conrado também aproveitou para prestar uma homenagem ao atleta Dirceu Pinto, tetracampeão paralímpico da bocha e que faleceu no ano passado vítima de problemas cardíacos.
“Não só para a bocha, para todos nós do Movimento Paralímpico, o Dirceu deixou um grande legado, que será lembrado e será justificado pela nossa equipe brasileira de bocha no Japão. Ao Dirceu e seus familiares e colegas, todas as nossas homenagens”, completou Alberto Martins.
Em seu Planejamento Estratégico, o CPB estabeleceu como meta manter-se entre as dez principais potências do planeta nos Jogos Paralímpicos. Além disso, metas de participação feminina também foi estabelecida, 38%. Em Tóquio, a delegação terá 93 atletas mulheres com deficiência, o que representa 40% da equipe nacional. Os Jogos de Tóquio também reservam a possibilidade da conquista da centésima medalha dourada paralímpica na capital japonesa. Atualmente, o Brasil contabiliza 87 láureas. Atletas de 22 estados e do Distrito Federal em 20 modalidades, exceto basquete em cadeira de rodas e rúgbi em cadeira de rodas, representarão o Brasil no Japão. Atletas nascidos no estado de São Paulo são maioria, com 60 representantes. Os naturais do estado do Rio de Janeiro vêm em seguida, com 24.
Tribuna de Suzano Informação em Suzano e Região