
O curso de Promotoras Legais Populares (PLPs) de Suzano chega à 22ª aula com o encerramento da programação especial da campanha “agosto Lilás”, em referência ao mês de aniversário da Lei Maria da Penha (lei federal nº 11.340/2006). O encontro remoto recebe a ativista e diretora do Instituto Patrícia Galvão, Jacira Melo, que apresenta uma pesquisa exclusiva sobre o tema “Experiência e Proximidade com o Feminicídio”, abordando índices alarmantes sobre a problemática no País.
A capacitação, promovida pelo Serviço de Ação Social e Projetos Especiais (Saspe), conta com conteúdos exclusivos todas as terças-feiras no canal oficial da Prefeitura de Suzano no Youtube (bit.ly/TVPrefeituradeSuzano).
De acordo com a explanação, pelo menos 57% da população brasileira conhece uma vítima de ameaças do feminicídio, que é o assassinato de mulheres em situação de violência doméstica. O levantamento ainda destaca que três a cada dez mulheres adultas já foram ameaçadas de morte pelo parceiro ou ex-parceiro. O índice representa 25,7 milhões de brasileiras, sendo o equivalente à população da Austrália. Deste volume, 32% são negras.
Segundo a diretora Jacira Melo, a pesquisa tem o objetivo de analisar as percepções e os comportamentos da sociedade perante a temática. “O Brasil convive com índices alarmantes em relação à violência contra a mulher. É um cenário preocupante e que não pode ser ignorado. Precisamos agir enquanto sociedade cobrar cada vez mais políticas públicas”, disse. Ela ainda disse que, em todo o País, apenas 7% das cidades contam com Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).
“Depois de um mês intenso de atividades voltadas à reflexão sobre o combate à violência doméstica e a eficácia da Lei Maria da Penha, pontuamos o feminicídio. O assunto não é fácil, mas precisa ser abordado porque é o reflexo de uma sociedade que ainda tem muitos desafios em relação aos direitos das mulheres”, destacou a coordenadora do curso, Sandra Lopes Nogueira.
Já a dirigente do Saspe, a primeira-dama Larissa Ashiuchi, parabenizou o Instituto Patrícia Galvão pelo trabalho na difusão de dados. “A informação é a nossa principal aliada no combate à violência. Precisamos conhecer a real situação das mulheres e abrir os olhos para a problemática para, a partir disso, construir políticas públicas eficazes, como é o caso da Lei Maria da Penha, que protege anualmente milhares de mulheres brasileiras”.
Fonte: Secop – Suzano
Crédito das fotos: Andreza Rodrigues/Secop Suzano
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