TRÃNSITO: A partir desta segunda-feira, 06, CET implanta outras “Faixa Azul” na Capital

A CET realiza o trabalho de instalação das placas de sinalização vertical e a pintura da sinalização de solo, além de outras mudanças necessárias, durante as madrugadas, preservando a mobilidade e a segurança dos usuários do viário. Considerando a impossibilidade de pintura quando chove, por exemplo, a meta é completar a implantação da Faixa Azul nas vias já autorizadas pela Senatran até janeiro de 2024.

Atualmente, a Faixa Azul está em funcionamento em um trecho de quase 2 km, englobando as avenidas Prestes Maia e Tiradentes, implantado há menos de um mês, e outro trecho, de 5,5 km, na Av. 23 de Maio, entre a Praça da Bandeira e o Complexo Viário Jorge João Saad, implantado em 25 de janeiro de 2022.

O planejamento da CET prevê a entrega de pelo menos um novo corredor de Faixa Azul na cidade a cada quinzena, a depender da estabilidade climática:

  • Av. Sumaré e Paulo VI – a partir de 6/11;
  • Av. Nações Unidas – a partir de 20/11;
  • Av. Miguel Yunes – a partir de 20/11;
  • Av. Faria Lima – a partir de 4/12;
  • Av. Zaki Narchi – a partir de 4/12;
  • Av. Luiz Dumont Villares – a partir de 4/12;
  • Av. do Estado – a partir de 18/12;
  • Av. Jacu Pêssego (inclui a Av. Nova Trabalhadores e Vice-Presidente José de Alencar) – a partir de 18/12.

Dessa forma, a previsão é de que até janeiro a Prefeitura terá implantado na capital aproximadamente 100 km de Faixa Azul em vias que possuem as características necessárias para o funcionamento projeto-piloto. A CET continuará monitorando os resultados das vias com Faixa Azul e os apresentará à Senatran para que a ampliação continue, dessa forma possibilitando o atingimento da meta de 200 km de Faixa Azul até o fim de 2024, conforme estipulado pelo Plano de Metas.

Projeto-Piloto da Faixa Azul

Baseada em duas premissas: Visão Zero e Sistemas Seguro. Na Visão Zero, nenhuma morte no trânsito é aceitável. Já um Sistema Seguro é projetado para evitar que os erros dos diferentes usuários do viário possam ocasionar ocorrências graves, que resultem em lesões ou mortes. Por não estar prevista no Código Nacional de Trânsito (CTB), a nova proposta de sinalização precisou do aval da Senatran para ser implantada de maneira experimental, para que avaliações sobre o desempenho pudessem ser realizadas e acompanhadas pelo órgão federal.

Para reduzir o número de acidentes e até óbitos, a CET buscou soluções que pudessem trazer mais segurança às motos, mesmo mantendo o compartilhamento do viário com os veículos, sem segregação de espaços. Partindo de experiências da Malásia, Copenhagen e de cidades australianas, profissionais da Companhia, das áreas de Segurança Viária, Sinalização, Planejamento e Projetos, construíram um projeto-piloto batizado de Faixa Azul. O objetivo é organizar o espaço viário compartilhado entre os automóveis e as motocicletas, reduzindo conflitos.

Atualmente, a frota de motos da cidade de São Paulo é de 1,3 milhão de unidades em circulação. A motocicleta vem ganhando destaque na última década, com aumento ainda mais expressivo durante os anos de pandemia, com a popularização dos serviços de entregas. Além disso, por seu baixo custo de manutenção, também é um meio de transporte atrativo. Tais circunstâncias têm trazido mais usuários para o viário, muitas vezes inexperientes. Nos últimos anos, os motociclistas têm sido aqueles que mais morrem no trânsito da cidade.

Dados de monitoramento dos corredores para motos implantados até o momento (23 de Maio e corredor Bandeirantes – Afonso D’Escragnolle Taunay) mostram que não foram registrados óbitos em ambas as vias, desde que receberam a nova sinalização. O número de acidentes graves e com vítimas também diminuiu.

De acordo com o estudo feito pelos engenheiros da CET, o índice de utilização da Faixa Azul pelos motociclistas é alto: aproximadamente de 80% na avenida 23 de Maio e de 90% no eixo na avenida dos Bandeirantes.

Estudo realizado pelo Departamento de Educação e Pesquisa da CET aponta que 96,9% dos motociclistas ouvidos percebem o projeto da Faixa Azul como benéfico para a mobilidade, 2,1% informaram que não e 1% não respondeu. Já a percepção dos motoristas como um projeto benéfico para a cidade fica em 87,3%; 7,6% responderam que não acham a iniciativa benéfica e 5,1% não responderam aos questionamentos.

Prefeitura pediu autorização para mais 28 vias (120 km) de Faixa Azul

Na ocasião do evento em que recebeu autorização federal, no fim de setembro, a Prefeitura pediu a autorização para implantação de mais 120 km de Faixa Azul distribuídos entre: Estrada de Itapecerica; Av. Sen. Teotônio Vilela; Av. Prof. Luiz Ignácio de Anhaia Melo; Av. Washington Luis; Av. Eng. Armando de Arruda Pereira; Av. Inajar de Souza; Av. do Cursino; Av. Jorn. Roberto Marinho; Av. Escola Politécnica; Rua Vergueiro; Eixo Norte/Sul (sentido Santana); Av. Santos Dumont (trecho da zona norte); Av. Braz Leme; Rua Santa Eulália; Elevado Pres. João Goulart; Av. Dr. Gastão Vidigal; Av. Aricanduva; Túnel Ayrton Senna I; Av. Dr. Ricardo Jafet; Av. Prof. Abraão de Morais; Complexo Viário Maria Maluf; Av. Pres. Tancredo Neves; Av. Salim Farah Maluf; Viaduto Aliomar Baleeiro; Av. Gov. Carvalho Pinto/Av. Dom Helder Câmara/Av. Calim Eid; Av. Eliseu de Almeida; Av. Pirajussara; Rua Sapetuba. Dessa forma, fica encaminhado o cumprimento da meta de gestão de implantação de uma rede de 200 km de Faixa Azul na Capital.

SECOM – Prefeitura da Cidade de São Paulo

Edição: Tribuna de Suzano

Fotos: SECOM PMCSP

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