Os termômetros em diversas partes do País, deve registrar temperaturas até 5°C acima da média para esta época do ano. Segundo a Climatempo, este fenômeno persistirá até o término do verão, em 20 de março. Até o dia 15 de março, as áreas mais impactadas serão o oeste do Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e o noroeste de São Paulo. Contudo, outras regiões também sentirão os efeitos desse calor intenso, abrangendo desde parte de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, até o oeste da Bahia, Tocantins, Goiás, Mato Grosso, Pará, Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima. O ar fica mais seco e o calor aumenta nestas regiões.
O ar quente e úmido ainda predomina sobre a maior parte do país e mantém as condições favoráveis à chuva em parte do Sudeste, em praticamente todas as áreas do Centro-Oeste, do Nordeste e no Norte.
Uma frente fria se afasta em alto-mar, entre o sul da Bahia e o Espírito Santo. A massa de ar seco que atua no Sul do Brasil afasta para alto-mar outra frente fria que passa pelo extremo sul gaúcho.
As áreas de instabilidade da Zona de Convergência Intertropical estimulam o aumento da chuva sobre parte do Norte e do Nordeste do Brasil.
Entre os dias 16 e 20 de março, a onda de calor se espalhará ainda mais, atingindo todos os estados do Sudeste, além do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. Maria Clara Sassaki, porta-voz da Climatempo, explicou que a onda de calor ocorre quando a temperatura permanece pelo menos cinco graus acima da média por mais de cinco dias consecutivos. Esse fenômeno está relacionado à umidade do ar, onde o ar mais seco contribui para o aumento do calor. Sassaki esclarece que a formação da onda de calor está associada a bloqueios atmosféricos, que impedem o avanço de frentes frias do Sul para o Sudeste. Durante esses períodos de bloqueio, a umidade é retida, permitindo que o ar seco prevaleça e aumente as temperaturas.
Embora o El Niño possa intensificar esses eventos, as mudanças climáticas também desempenham um papel significativo nas alterações dos padrões climáticos. Além disso, o mês de março marca a transição do verão para o outono no hemisfério sul, com o equinócio de outono previsto para o dia 20. Durante este período, os raios solares incidem de forma mais direta sobre a Linha do Equador, resultando em uma diminuição gradual da temperatura e marcando a chegada da nova estação.
Recorde de calor em Palmas
A tarde desta terça-feira, 12 de março, foi a mais quente do ano em Palmas, capital do Tocantins. O Instituto Nacional de Meteorologia registrou 37,3°C de temperatura máxima. O recorde anterior era de 37,1°C, em 7 de janeiro.
Mais recordes em capitais esta semana
As maiores candidatas a novos recordes são São Paulo, com previsão de temperatura de até 35°C na sexta-feira, 15 de março, Campo Grande, com previsão de 37°C até quinta-feira, Rio De Janeiro, que poderá registrar até 39°C no próximo fim de semana e Porto Alegre, com máxima prevista em 36°C na quinta-feira.
Os recordes atuais são:
São Paulo 34,3°C
Rio de Janeiro 39,5°C
Porto Alegre 36,5°C
Campo Grande 36,3°C
Capitais brasileiras mais quentes em 12/3/24 (Inmet)
Boa Vista 38,1°C
Palmas 37,3°C
Cuiabá 36,9°C
Campo Grande 36,2°C
Maceió 34,7°C
Confira as maiores temperaturas no Brasil em 12/3/24 (Inmet e Simepar)
Pão de Açúcar (AL) 39,6°C
Corumbá (MS) 38,8°C
Jardim (MS) 38,5°C
Piranhas (AL) 38,3°C
Ribeira do Amparo (BA) 38,2°C
Baixo Iguaçu (PR) e Boa Vista (RR) 38,1°C
Por ClimaTempo
Edição: Tribuna de Suzano
Foto: Reprodução Facebook
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