JUSTIÇA: Projeto Cabine Lilás prende suspeitos por descumprirem medidas protetivas em março

Projeto Cabine Lilás ajuda a Polícia Militar a prender oito suspeitos no mês de março

Os atendimentos realizados pela Cabine Lilás durante o primeiro mês de projeto ajudaram a Polícia Militar a prender oito suspeitos que descumpriram as medidas protetivas impostas pela Justiça. O programa inaugurado em março é voltado para atender de forma mais técnica e humanizada as mulheres vítimas de violência doméstica ou familiar.

O serviço é realizado pelo Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) por meio de policiais femininas. As atendentes receberam treinamento com equipes especializadas da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) para orientar da melhor forma as vítimas de agressão.
Até o momento, a iniciativa resultou em 509 atendimentos, sendo que 56 mulheres receberam orientações de como obter as medidas protetivas. No período, oito homens que estavam com ordem judicial para não se aproximar das vítimas, mas violaram as regras, foram detidos pela Polícia Militar.
Um deles foi preso em flagrante no início de abril na região do Brás, no centro da capital. O infrator rompeu a tornozeleira eletrônica que usava e, automaticamente, um alerta foi emitido ao Copom, que localizou o suspeito no endereço onde morava. Durante a ocorrência, uma policial da Cabine Lilás passou orientações para que a vítima ficasse em segurança até a detenção do agressor.
“A Cabine Lilás promove um maior conforto à vítima, que se sente mais acolhida em falar diretamente com uma policial mulher. Essa iniciativa desempenha um papel crucial na promoção da segurança da mulher, que ajuda na prevenção e proteção de possíveis crimes de violência doméstica”, disse o coronel Carlos Lucena, comandante do Copom.
Ao ligar para o 190, o serviço pode ser solicitado pela própria vítima ou ser ofertado pelo atendente, caso a mulher queira falar diretamente com uma policial ou se tiver dúvidas em relação a quais medidas adotar caso seja agredida.
Além disso, a vítima é orientada sobre como registrar a ocorrência sem se deslocar até uma delegacia e como ter acesso a um serviço especializado de assistência jurídica.
A central exclusiva para chamados de violência doméstica ou familiar funciona 24 horas por dia e atende toda a cidade de São Paulo. A expectativa é que “esse projeto-piloto seja expandido em breve para todo o estado”, segundo o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite.

Leia também:

Câmara cria Prêmio Junji Abe para valorizar produtores rurais de Mogi das Cruzes

Produtores rurais que se destacam por práticas sustentáveis, inovação, produtividade e contribuição para o desenvolvimento …

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *