
Na noite de terça-feira, 2 de setembro de 2025, durante uma partida de futsal válida pela Semana da Pátria, no ginásio municipal Zezinho de Freitas, em Augusto Corrêa (PA), o goleiro Antônio Edson dos Santos Sousa, conhecido como Pixé, defendeu uma cobrança de pênalti. Em seguida, ele caminhou em direção aos companheiros e desmaiou imediatamente na quadra. A bola acertou seu peito, e ele chegou a dar alguns passos antes de desmaiar—cena capturada por torcedores. O atleta recebeu atendimento imediato ainda no ginásio e foi levado ao Hospital de São Miguel do Guamá, mas não resistiu ao mal súbito
Existem diversos casos de atletas que faleceram após receberem uma bolada no tórax, sendo um dos exemplos mais recentes o goleiro Edson (Pixé) em um jogo de futsal no Pará e o também goleiro de futsal de 16 anos no Amazonas, Edson Lopes Gama, casos recentes em que a causa da morte pode estar relacionada ao Commotio Cordis, uma arritmia cardíaca desencadeada por um impacto na região do peito, e Bruno Boban, jogador de futebol croata que morreu em 2018 após a mesma circunstância.

Em janeiro de 2025, um adolescente de 16 anos, Edson Lopes Gama, morreu após ser atingido por uma bolada no peito durante um torneio no Amazonas. Ele foi levado ao hospital, mas já estava sem vida.
A Prefeitura de Augusto Corrêa decretou luto e suspendeu os jogos previstos na quarta-feira, 3 de setembro, em respeito à memória de Pixé.
A Federação Paraense de Futsal (FEFUSPA) emitiu uma nota de pesar, destacando que ele “marcou sua trajetória com dedicação, talento e espírito de equipe” e que “sua presença sempre será lembrada dentro e fora das quadras”
Casos Conhecidos:
Bruno Boban (Croácia, 2018):
Em 2018, o jogador croata Bruno Boban morreu após ser atingido por uma bolada no peito durante uma partida de futebol.
O que pode ter acontecido
Commotio Cordis:
Em casos de jovens atletas, como os citados acima, uma causa comum para a morte após uma bolada no peito é o Commotio Cordis, que é uma arritmia cardíaca que ocorre quando um impacto no tórax atinge o coração no momento exato em que o músculo cardíaco está se repolarizando.
Atraso no socorro:
O atendimento rápido e o uso de um desfibrilador são cruciais para salvar vidas em casos de Commotio Cordis, por isso, a demora no socorro pode ser um fator agravante para a sobrevivência, como no caso de Edson Lopes Gama, onde a demora no transporte para o hospital dificultou a reanimação.
Por Valdir Sabiá
Fotos: Internet
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