OPERAÇÃO SPARE: MP e Polícia investigam esquema de venda de combustíveis em São Paulo

Operação Spare, que visa a desarticular esquema voltado à exploração de jogos de azar e à venda de combustíveis adulterados

Nesta quinta-feira (25), o MPSP, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), a Receita Federal, a Secretaria da Fazenda, a Procuradoria-Geral do Estado de SP e a Polícia Militar deflagraram a Operação Spare, que visa a desarticular esquema voltado à exploração de jogos de azar e à venda de combustíveis adulterados, utilizando-se de empresa intermediadora de pagamento para prática de crime de lavagem de dinheiro.

As investigações tiveram início a partir da apreensão de máquinas de cartão em casas de jogos clandestinos situadas na cidade de Santos, que estavam vinculadas a postos de combustíveis. A análise das movimentações financeiras revelou que os valores eram transferidos para uma fintech, utilizada para ocultar a origem ilícita dos recursos e sua destinação final.

Com o aprofundamento das investigações, foi possível identificar uma complexa rede de pessoas físicas e jurídicas envolvidas na movimentação dos valores ilícitos. Também foram identificados vínculos com empresas do ramo hoteleiro, postos de combustíveis e instituições de pagamento que mantinham uma contabilidade paralela, dificultando o rastreamento dos recursos.

Ao todo, a Operação Spare envolveu 110 policiais militares do Comando de Choque de São Paulo, ROTA, e unidades especialidades para cumprimento das ordens judiciais.  A fintech por meio da qual a organização criminosa movimenta milhões de reais é a mesma utilizada pelos alvos da Operação Carbono Oculto, o que aproxima a ação desta quinta da iniciativa do dia 28 de agosto, quando foi desmontado um intrincado esquema colocado em prática por organizações criminosas investigadas de participação fraudulenta no setor de combustível, com infiltração de integrantes da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), lesando não apenas os consumidores que abastecem seus veículos, mas toda uma cadeia econômica.

Fonte: Ministério Público de SP

Edição: Tribuna de Suzano

Foto capa: Receita Federal/divulgação

Foto interna: Arquivo/Agência Brasil

 

 

 

 

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