Doze frascos de um medicamento usado no tratamento para obesidade e diabetes tipo 2 foram apreendidos pela Polícia Militar, na manhã de hoje (27), durante a Operação Fim da Linha, na Zona Oeste da capital paulista.
Policiais do 1º Batalhão de Polícia de Trânsito abordaram um ônibus de transportes e turismo, que havia saído de Foz do Iguaçu/PR. Na fiscalização, suspeitaram de um casal e encontraram os frascos do medicamento de uso controlado, sem documentação fiscal, ao averiguar a bagagem.
O casal foi encaminhado à Polícia Federal e irá responder em liberdade pelo crime de descaminho. Os medicamentos ficaram apreendidos.
- Medicamentos falsificados: Produtos falsificados não contêm os ingredientes ativos corretos ou possuem dosagens erradas, podendo não ter eficácia ou causar efeitos adversos graves. A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e fabricantes têm emitido alertas sobre a circulação de Ozempic e Mounjaro falsificados.
- Versões manipuladas: Entidades médicas e os próprios fabricantes alertam contra o uso de medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro em versões manipuladas. As empresas responsáveis afirmam que não fornecem os princípios ativos para farmácias de manipulação.
- Automedicação: O uso desses medicamentos sem acompanhamento médico pode levar a efeitos colaterais severos, como problemas gastrointestinais, desidratação e, em casos mais graves, taquicardia e hipertensão. A dosagem correta é crucial e deve ser ajustada individualmente, sob supervisão médica.
- Interferência com outros tratamentos: Alguns desses medicamentos podem interagir com outros, como a pílula anticoncepcional oral, afetando sua eficácia.
- Exija a receita médica: A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retenção da receita médica para a compra de medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro. Isso garante que o tratamento seja indicado e acompanhado por um profissional de saúde.
- Compre em farmácias autorizadas: Adquira seus medicamentos apenas em farmácias e drogarias conhecidas e de confiança. Evite comprar de fontes duvidosas, como sites sem credibilidade, marketplaces ou redes sociais.
- Verifique a embalagem: Medicamentos autorizados no Brasil devem ter embalagens em português. Observe se há erros de ortografia, impressões de baixa qualidade, informações ilegíveis, lacres rompidos ou selos violados.
- Raspe a “raspadinha” (holograma): Algumas embalagens possuem uma área para raspar com uma moeda. Ao ser raspada, essa área revela uma marca de segurança, como a palavra “qualidade” ou o nome do laboratório, confirmando a autenticidade.
- Verifique o registro da Anvisa: O número de registro do medicamento, a identidade do fabricante e do farmacêutico responsável devem estar claros e podem ser verificados junto à Anvisa.
Por Valdir Sabiá
Edição Tribuna de Suzano
Fonte: Comunicação PMESP e SES -SP
Foto: Divulgação/PMESP
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