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Com a proximidade da Copa do Mundo FIFA 2026, especialistas em cibersegurança alertam para o aumento de golpes virtuais que exploram o interesse dos torcedores. Levantamento aponta que 34% dos brasileiros já foram alvo de fraudes relacionadas ao futebol, especialmente envolvendo falsas apostas, venda de ingressos e transmissões ilegais.
De acordo com pesquisa da NordVPN, os criminosos utilizam principalmente redes sociais para divulgar ofertas enganosas, atraindo vítimas com promessas de lucro fácil ou produtos a preços atrativos. Entre os golpes mais comuns estão apostas falsas (75%) e venda de ingressos ilegítimos (65%).
Os prejuízos financeiros geralmente variam entre R$ 250 e R$ 500, mas podem ser maiores dependendo da fraude aplicada. Além das perdas em dinheiro, há ainda o risco de vazamento de dados pessoais.
No Brasil, especialistas identificaram três principais frentes de atuação dos golpistas. A primeira envolve a venda de produtos falsificados, como camisetas de seleções e clubes, representando entre 35% e 40% dos golpes detectados. Em seguida, aparecem os sites falsos de ingressos, que utilizam termos como “boletosfifa” e “ingressos2026” para enganar torcedores, correspondendo a cerca de 30% a 35% das ocorrências.
A terceira modalidade é a fraude por streaming, com páginas que prometem transmissões ao vivo gratuitas ou de baixo custo — prática comum entre torcedores brasileiros — e que representam entre 20% e 25% dos casos. Esses sites simulam plataformas confiáveis, com preços em reais, linguagem em português e até contatos via WhatsApp.
Outro ponto de atenção é o uso de boletos bancários falsos, um método amplamente explorado pelos criminosos. Os documentos são visualmente idênticos aos originais, com código de barras e linha digitável, o que dificulta a identificação da fraude. Como a confirmação do pagamento pode levar dias, muitas vítimas só percebem o golpe após a conclusão da transação.
Também já foram identificados esquemas com páginas de checkout falsas, envio de PDFs com dados de contas fraudulentas e pressão por pagamento imediato via aplicativos de mensagem, como Telegram e WhatsApp.
Além disso, canais clandestinos são utilizados para a venda ilegal de ingressos e produtos falsificados, enquanto ferramentas como botnets ajudam a burlar sistemas oficiais e manipular preços.
Diante desse cenário, especialistas recomendam que torcedores redobrem a atenção e priorizem sempre a compra de ingressos e produtos por meio dos canais oficiais da FIFA, evitando ofertas com preços muito abaixo do mercado ou condições suspeitas.
Edição: Tribuna de Suzano
Fontes: canaltech.com.br/ecommercebrasil.com.br/tvcidadeverde
Fotos: Reprodução Internet
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