
O avanço das ações contra golpes virtuais na região metropolitana de São Paulo tem intensificado o combate a quadrilhas especializadas nesse tipo de crime. Após operações realizadas em Suzano e na capital paulista, uma nova ofensiva foi registrada no início de abril, desta vez em Mairiporã, onde 11 pessoas, com idades entre 20 e 35 anos, foram presas em flagrante por suspeita de integrar um esquema de estelionato praticado pela internet.
Segundo a Polícia Civil de São Paulo, a equipe chegou ao endereço após denúncias sobre o funcionamento de uma espécie de “central do crime” voltada à aplicação de golpes via Pix. No local, os agentes identificaram movimentação suspeita e veículos estacionados na entrada do imóvel.
Durante a abordagem, um carro que chegava à residência desobedeceu à ordem de parada e tentou fugir. Um dos ocupantes foi interceptado e confessou que o imóvel era utilizado para a prática criminosa. Dentro da casa, outros dez suspeitos foram encontrados utilizando computadores e celulares para aplicar golpes em tempo real.
As investigações apontam que o grupo enviava mensagens simulando compras indevidas. Assustadas, as vítimas entravam em contato com uma falsa central de atendimento e eram induzidas a realizar transferências via Pix para contas de terceiros, sob o pretexto de cancelar as transações.
Ainda de acordo com os policiais, a quadrilha adquiria dados pessoais na internet, pagando cerca de R$ 500 por mil registros. Em alguns casos, também utilizava informações disponíveis publicamente para dar mais credibilidade às abordagens.
No imóvel, foram apreendidos notebooks, celulares, acessórios eletrônicos e três veículos, todos encaminhados para perícia. Os suspeitos foram levados ao Setor de Investigações Gerais (SIG) da Delegacia Seccional de Franco da Rocha, onde permaneceram presos por estelionato e associação criminosa.
As investigações continuam para identificar outros envolvidos no esquema.
“Call centers” do crime
A Polícia Civil de São Paulo tem intensificado ações para desarticular quadrilhas que operam estruturas organizadas de golpes virtuais.
Em 24 de março, 16 pessoas foram presas em uma central do golpe do falso advogado em Ermelino Matarazzo, na zona leste da capital. Dois dias depois, outros dez suspeitos foram detidos em Suzano, também por atuação em um esquema semelhante.
As operações recentes revelam um padrão: grupos estruturados, com divisão de funções e uso de tecnologia para aplicar fraudes em larga escala, incluindo captação de dados, criação de perfis falsos, contato com vítimas e movimentação dos valores obtidos ilegalmente.
Tribuna de Suzano Informação em Suzano e Região