
Criminosos que se passam por profissionais da saúde pública estão aplicando golpes em moradores de Mogi das Cruzes. O caso mais recente veio à tona nesta sexta-feira (15), após a filha de um idoso de 74 anos denunciar uma visita suspeita recebida pelo pai dentro de casa.
Segundo o relato, um homem e uma mulher afirmaram atuar na área da saúde e disseram que precisavam coletar informações pessoais para agilizar consultas e exames médicos. Durante a abordagem, os suspeitos solicitaram documentos, tiraram fotos e registraram os dados em um tablet.
A denúncia foi encaminhada à Secretaria Municipal de Saúde e Bem-Estar por meio de contato telefônico feito pela filha do morador. Após o episódio, a pasta reforçou o alerta para que a população não compartilhe dados pessoais com desconhecidos.
A secretária municipal de Saúde e Bem-Estar, Rebeca Barufi, esclareceu que o município não realiza visitas domiciliares para recolhimento de documentos, fotografias ou informações pessoais de pacientes sem agendamento prévio.
De acordo com a administração municipal, as visitas oficiais são feitas apenas por equipes das Unidades de Saúde da Família (USFs) e pelo programa Mãe Mogiana em Casa, sempre com profissionais identificados, utilizando uniforme e crachá funcional. A exceção são os agentes de controle de endemias, responsáveis por ações de combate à dengue, zika, chikungunya e zoonoses.
A orientação é para que moradores solicitem identificação dos profissionais e, em caso de dúvida, entrem em contato diretamente com a unidade de saúde do bairro ou com a Secretaria Municipal de Saúde e Bem-Estar pelo telefone 4798-6701.
A pasta também recomenda que situações suspeitas sejam comunicadas à polícia, com registro de boletim de ocorrência, e reforça que a população não deve entregar documentos, cartões, senhas ou fotografias a terceiros.
Edição: Tribuna de Suzano
Fonte: Comunicação PMMC
Foto: Divulgação/PMMC
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