Demanda por UTI leva Mogi das Cruzes a pedir ampliação de leitos no Luzia de Pinho Melo

Mogi das Cruzes aguarda resposta do Estado sobre ampliação de UTIs no Luzia de Pinho Melo

O crescimento da demanda por internações de alta complexidade e a permanência prolongada de pacientes nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) evidenciam a necessidade de ampliar a oferta de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo, referência para Mogi das Cruzes e os municípios do Alto Tietê.

Diante desse cenário, a Prefeitura de Mogi das Cruzes aguarda uma manifestação do Governo do Estado de São Paulo sobre o pedido protocolado em maio do ano passado para a criação de 20 novos leitos de UTI adulto e dez leitos de UTI pediátrica na unidade estadual. A solicitação foi elaborada pela Secretaria Municipal de Saúde e Bem-Estar com base em um estudo técnico que analisou a capacidade da rede de urgência e emergência.

O levantamento apontou que, somente no primeiro quadrimestre de 2025, as UPAs de Mogi realizaram 217.109 atendimentos. Desse total, 1.007 envolveram pacientes em estado grave que necessitavam de suporte intensivo imediato. No mesmo período, 3.509 pessoas permaneceram em observação prolongada nas unidades, aguardando transferência hospitalar, com tempo médio de permanência de 12 horas e 54 minutos.

Os dados também revelaram 1.778 solicitações de transferência hospitalar, sendo 683 classificadas como “vaga zero”, mecanismo utilizado para garantir atendimento imediato a pacientes em estado crítico quando não há leitos disponíveis. Ainda segundo o estudo, o Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo absorveu 58,33% das transferências de toda a região do Alto Tietê, operando acima da capacidade instalada.

O pedido encaminhado ao Estado recebeu parecer favorável do Departamento Regional de Saúde (DRS I) e da Coordenadoria de Regiões de Saúde (CRS), que consideraram adequada a ampliação proposta diante da demanda regional por atendimentos de alta complexidade.

A prefeita Mara Bertaiolli destacou que o município vem ampliando investimentos na rede municipal de saúde, mas ressaltou que a expansão da estrutura hospitalar estadual é fundamental para atender à população que necessita de cuidados intensivos. “O município tem fortalecido a Atenção Primária, ampliado os serviços e investido na rede de urgência e emergência. No entanto, a assistência de alta complexidade é de responsabilidade do Estado, e a ampliação dos leitos é essencial para garantir atendimento especializado aos pacientes em estado grave”, afirmou.

O vice-prefeito Téo Cusatis ressaltou que a administração municipal mantém diálogo permanente com o Estado para demonstrar a urgência da medida. “Os números mostram uma realidade que precisa ser enfrentada. As nossas UPAs não podem continuar funcionando como unidades de internação por falta de leitos hospitalares. A Prefeitura está fazendo sua parte, apresentando estudos consistentes e defendendo os interesses da população. Esperamos que o Estado analise esse pedido com a prioridade que o tema exige”, ressalta Cusatis.

A secretária municipal de Saúde e Bem-Estar, Rebeca Barufi, explicou que o estudo técnico foi elaborado com base em indicadores assistenciais, como o volume de atendimentos, o tempo de permanência dos pacientes nas UPAs, a quantidade de solicitações de transferência e a capacidade instalada da rede regional.

Segundo ela, a ampliação dos leitos permitirá reduzir o tempo de espera por internação, agilizar o atendimento aos casos mais graves e fortalecer toda a rede pública de urgência e emergência da região.

O processo administrativo permanece em análise na Secretaria de Estado da Saúde, responsável por avaliar a viabilidade estrutural e operacional da ampliação do Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo.

Edição: Tribuna de Suzano

Fonte: Comunicação PMMC

Foto capa: Página Piloto Policia na internet

Foto interna: Divulgação/PMMC

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