Rede de atendimento oferece diferentes formas de proteção às mulheres em São Paulo

A Cabine Lilás é um serviço da Polícia Militar do Estado de São Paulo voltado ao acolhimento humanizado de mulheres vítimas de violência doméstica

Denunciar casos de violência, solicitar medidas protetivas e acessar atendimento especializado podem ser feitos por diferentes canais disponíveis no Estado de São Paulo. A estrutura reúne delegacias presenciais e virtuais, aplicativo exclusivo, atendimento policial especializado e serviços de acolhimento para garantir proteção às mulheres em situação de risco.

Entre os principais recursos estão as 142 Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) distribuídas pelo estado, sendo 18 delas com atendimento ininterrupto, além das salas especializadas instaladas em delegacias com plantão policial. Também está disponível a Delegacia de Defesa da Mulher Online, que funciona 24 horas por dia e permite registrar boletins de ocorrência, além de solicitar medidas protetivas sem que a vítima precise sair de casa.

Outra ferramenta disponível é o aplicativo SP Mulher Segura, que concentra diversos serviços de atendimento. A plataforma permite o registro de ocorrências, acesso a informações sobre a rede de proteção e disponibiliza o botão do pânico para mulheres que possuem medida protetiva e necessitam de atendimento policial imediato. O recurso está integrado ao sistema de monitoramento eletrônico de agressores, realizado em parceria com o Tribunal de Justiça de São Paulo. Sempre que ocorre o descumprimento das restrições impostas pela Justiça, o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) é automaticamente acionado para adoção das medidas necessárias.

O atendimento especializado também é reforçado pela Cabine Lilás, serviço da Polícia Militar que funciona dentro do Copom e conta com policiais femininas treinadas para prestar apoio às vítimas e orientar as equipes que atuam nas ocorrências. O serviço pode ser acionado por meio do telefone 190.

Nos casos de violência ou assédio em bares, restaurantes, casas de shows e outros estabelecimentos, mulheres também podem recorrer ao Protocolo Não se Cale. A iniciativa orienta funcionários a identificar pedidos de ajuda, seja de forma verbal ou pelo gesto internacional de socorro, garantindo acolhimento e encaminhamento adequado às vítimas.

Além das ações de segurança pública, a rede estadual oferece serviços de acolhimento para mulheres em situação de violência. O Serviço de Acolhimento Institucional recebe vítimas encaminhadas pelos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e pelos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), onde cada caso é avaliado para definição das medidas de proteção.

Outra alternativa é a Casa da Mulher Paulista, espaço voltado ao acolhimento integral das vítimas. As unidades oferecem apoio psicológico, orientação jurídica, capacitação profissional e ações voltadas à promoção da autonomia financeira, contribuindo para que as mulheres reconstruam suas vidas com segurança e independência.

Edição: Tribuna de Suzano

Fonte: Agência SP

Fotos: Divulgação/Gov SP

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